Hermes CLI na prática: configuração, TUI, queue, steer e skills Link para o cabeçalho
Até aqui, vimos o Hermes Agent como arquitetura, memória e perfis. Agora vem a parte que muda o uso diário: a CLI.
E aqui vale cortar uma distração logo no começo: usar o terminal só para fazer uma pergunta solta ao modelo é o uso menos interessante do Hermes. Existe comando para isso, claro. Mas o que realmente importa é configurar bem o agente e saber controlar a sessão quando ela está viva.
O Hermes CLI é mais útil como painel operacional. Ele configura provider, modelo, autenticação, memória, toolsets, skills, sessões, gateway e integrações. Dentro da TUI, ele também dá comandos para trocar modelo, carregar skill, enfileirar instrução, redirecionar uma execução em andamento e acompanhar o estado do agente.
O objetivo deste artigo é esse mapa prático: quais comandos básicos valem decorar, quais vivem na TUI e qual fluxo usar depois da instalação.
Antes de seguir: o que você já precisa ter Link para o cabeçalho
Este artigo assume que você já passou pelo tutorial de instalação, abriu o Ubuntu/WSL, instalou o Hermes e conseguiu validar o comando básico:
hermes --version
Se você está no Windows seguindo a série desde o começo, rode os comandos hermes ... dentro do Ubuntu/WSL, não no PowerShell nativo. O PowerShell continua útil para administrar o Windows, mas o Hermes deste fluxo está instalado dentro do ambiente Linux.
Também ajuda se você já fez o login pelo provedor escolhido, especialmente OpenAI Codex, e se hermes status não mostra nenhum erro óbvio de autenticação. Se isso ainda não aconteceu, volte ao post de instalação antes de tentar decorar a TUI.
O primeiro uso sem se perder Link para o cabeçalho
Se você quer apenas começar com segurança, não precisa conhecer todos os comandos deste artigo. Faça este roteiro:
hermes doctor
hermes status
hermes model
hermes --tui
Dentro da TUI, rode:
/help
/status
/model
Esse caminho responde às primeiras perguntas de qualquer usuário novo: o ambiente está saudável, o Hermes está autenticado, qual modelo está ativo e quais comandos a sessão aceita agora.
Depois disso, teste uma pergunta simples dentro da TUI. Algo como:
Explique em uma frase o que você consegue fazer nesta sessão.
Se essa primeira conversa funcionar, aí sim faz sentido avançar para skills, toolsets, queue, steer, memória e sessões longas.
O que vale decorar primeiro Link para o cabeçalho
No Hermes, existem três camadas de comando.
Primeiro, os comandos de configuração, que você roda no terminal para preparar o ambiente:
hermes setup
hermes auth
hermes model
hermes doctor
hermes status
Segundo, os comandos de sessão, que abrem o uso diário:
hermes
hermes --tui
hermes --continue
hermes --resume <session_id>
Terceiro, os slash commands da TUI, que você digita dentro da sessão:
/help
/status
/model
/tools
/skills
/queue
/steer
/busy status
Essa terceira camada é a que muda a ergonomia. Você deixa de tratar o agente como um prompt gigante e passa a conduzir uma execução.
Começando: hermes
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O comando mais simples abre uma sessão interativa:
hermes
Esse é o modo interativo clássico. Você digita, ele responde, chama ferramentas quando necessário e salva a sessão.
Use quando:
- você quer trabalhar em vários turnos;
- quer acompanhar tool calls;
- quer usar slash commands;
- quer ir refinando uma tarefa;
- quer deixar o agente pesquisar, executar e responder.
hermes --tui
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O Hermes também tem uma TUI moderna:
hermes --tui
A documentação descreve essa interface como uma experiência de terminal mais rica, com overlays, mouse e entrada não bloqueante.
Esse tende a ser o modo mais interessante para uso diário, porque o Hermes fica menos parecido com “prompt e resposta” e mais parecido com uma bancada de operação.
Use quando:
- você quer uma experiência mais confortável que a CLI clássica;
- quer acompanhar melhor sessões longas;
- prefere UI terminal moderna;
- quer aproveitar recursos visuais de navegação.
Modelo, provider e toolsets Link para o cabeçalho
Depois da instalação, o primeiro trabalho não é sair perguntando coisas. É conferir qual modelo, provider e conjunto de ferramentas o Hermes vai usar.
Para configurar o modelo padrão:
hermes model
Para revisar credenciais:
hermes auth
Para revisar ferramentas e toolsets:
hermes tools
Toolset é um grupo de ferramentas. Isso é essencial para segurança e foco. Se a tarefa não precisa de terminal, não dê terminal. Se não precisa de web, não dê web. Quanto menor o conjunto de ferramentas, menor a chance de comportamento acidental.
Dentro de uma sessão, a ideia reaparece pelos slash commands:
/model
/tools
/toolsets
Ou seja: hermes model, hermes auth e hermes tools preparam a casa; /model, /tools e /toolsets ajudam a operar a sessão em andamento.
Precarregando skills com -s
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Você pode iniciar o Hermes com uma skill:
hermes -s github-pr-workflow
Ou abrir uma sessão já orientada por uma skill específica:
hermes --tui -s github-pr-workflow
Uma skill é uma instrução procedural carregada sob demanda. Pense nela como uma receita de trabalho: quando usar, como agir, quais passos seguir, quais armadilhas evitar e como verificar o resultado.
Vamos voltar às skills daqui a pouco.
Retomando sessões: --continue e --resume
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Para continuar a sessão mais recente:
hermes --continue
Atalho:
hermes -c
Para retomar uma sessão específica:
hermes --resume <session_id>
Atalho:
hermes -r <session_id>
Essa é a continuidade básica do Hermes. Além da sessão, entram memória, skills e session search como camadas adicionais. Por isso, retomar uma conversa no Hermes não é apenas recuperar texto antigo; é recuperar um estado operacional.
Comandos de configuração e base Link para o cabeçalho
A referência oficial lista vários comandos. A ideia aqui não é transformar tudo em checklist obrigatório. Leia esta seção como mapa de consulta: quando você encontrar um comando no Hermes, volte aqui para lembrar onde ele entra.
Para um iniciante, os mais importantes são hermes doctor, hermes status, hermes model e hermes --tui. Os outros comandos ficam para manutenção, integrações, perfis, gateway, memória e automações.
Vamos pelo mapa prático, começando pelos que deixam o ambiente confiável antes da primeira sessão longa.
hermes model
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Configura provedor e modelo padrão:
hermes model
É o comando certo para escolher OpenAI Codex, Nous Portal, OpenRouter, Anthropic e outros providers configuráveis.
hermes setup
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Abre o assistente de configuração:
hermes setup
Ele pode reconfigurar seções como modelo, terminal, gateway, ferramentas e agente. Em uma instalação já existente, o modo rápido pergunta apenas por itens faltantes:
hermes setup --quick
Pense nele como assistente de ambiente. Para trocar ou adicionar provider/modelo, hermes model continua sendo o caminho mais direto.
hermes auth
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Gerencia credenciais:
hermes auth
Serve para adicionar, listar, remover, resetar ou definir estratégia de autenticação. A documentação atual recomenda hermes auth; login e logout aparecem como caminho legado/deprecated.
hermes status
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Mostra status do agente, autenticação e plataformas:
hermes status
Use quando você quer ver o estado atual: projeto Hermes, modelo ativo, provider, auth providers, API keys, plataformas de mensagem, gateway, jobs e sessões.
hermes doctor
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Diagnóstico:
hermes doctor
Esse deve ser um dos primeiros comandos em troubleshooting. A diferença prática é: status mostra como o Hermes está configurado agora; doctor procura o que falta ou pode quebrar.
hermes config
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Inspeciona e ajusta configuração:
hermes config
Útil para entender config.yaml, defaults e migrações.
hermes skills
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Gerencia skills:
hermes skills browse
hermes skills search react
hermes skills install openai/skills/k8s
hermes skills list
hermes skills audit
hermes skills update
Esse comando é a porta para a biblioteca procedural do Hermes.
Importante: hermes skills sozinho é o grupo de comandos. Para listar o que já está instalado, use hermes skills list. Para descobrir skills disponíveis, use hermes skills browse ou hermes skills search <termo>.
hermes curator
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Controla o Curator, o sistema que revisa skills:
hermes curator
Use para revisar, arquivar, restaurar ou auditar o acúmulo de skills.
hermes memory
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Configura provider externo de memória:
hermes memory setup
hermes memory status
hermes memory off
Não confunda com editar manualmente MEMORY.md. O comando é especialmente relevante para providers como Honcho, Mem0 e OpenViking.
hermes sessions
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Lista e gerencia sessões:
hermes sessions list
Use para navegar histórico e retomar conversas.
hermes gateway
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Gerencia o gateway:
hermes gateway setup
hermes gateway run
Esse comando entra forte no quinto artigo, porque gateway envolve segurança.
hermes tools
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Configura ferramentas e toolsets:
hermes tools
Use para controlar o que o agente pode fazer.
hermes mcp
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Gerencia servidores MCP:
hermes mcp list
hermes mcp add meu-servidor --command meu-comando
hermes mcp test meu-servidor
hermes mcp configure meu-servidor
MCP expande ferramentas conectando o Hermes a servidores externos.
hermes acp
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Inicia Hermes como servidor ACP:
hermes acp
Esse modo permite usar Hermes dentro de editores compatíveis com Agent Client Protocol.
hermes cron
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Inspeciona e executa tarefas agendadas:
hermes cron
No Hermes, cron não é só shell script. É tarefa de agente, podendo carregar skills e entregar resposta em plataformas.
hermes logs
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Ver, filtrar ou seguir logs:
hermes logs
Essencial em gateway, cron e sessões longas.
hermes profile
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Gerencia perfis:
hermes profile
Perfis isolam HERMES_HOME, config, memória, sessões e gateway. Isso permite múltiplos agentes no mesmo computador com identidades e configurações diferentes.
Como isso muda a arquitetura operacional do Hermes, a explicação principal ficou no artigo anterior da série. Aqui o ponto é só reconhecer o comando: use hermes profile quando quiser inspecionar, criar ou trocar perfis antes de entrar no fluxo diário da CLI.
hermes update
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Atualiza o Hermes:
hermes update
Use depois de conferir changelog e riscos, especialmente em instalação produtiva.
Slash commands: comandos dentro da conversa Link para o cabeçalho
Agora vem a parte mais interessante: os comandos que você não roda no shell do sistema, mas dentro da própria conversa com o Hermes.
Eles são chamados de slash commands porque começam com /. Na prática, funcionam como mensagens especiais para o agente. Em vez de pedir “troque o modelo” em linguagem natural, você digita /model. Em vez de explicar que quer ver as skills disponíveis, digita /skills.
O lugar mais completo para usar esses comandos é a TUI do Hermes. Por padrão, os slash commands ficam disponíveis ali, porque a TUI é a interface feita para operar uma sessão viva: trocar modelo, consultar estado, carregar skill, enfileirar instrução, corrigir direção e acompanhar ferramentas.
Mas a ideia não fica limitada ao terminal. Quando o Hermes está conectado a canais de conversa, como Telegram, Discord, Slack ou outro aplicativo suportado, alguns comandos também podem ser enviados pelo próprio chat. Nesses casos, eles continuam sendo comandos “dentro da conversa”, só que a conversa acontece fora da TUI.
A diferença importante é que a disponibilidade pode variar por canal. Na TUI, espere encontrar o conjunto principal de comandos. Em integrações por aplicativo, o suporte depende do canal, da configuração do gateway, das permissões e do modo como aquele conector interpreta mensagens de comando.
/help
/model
/queue
/steer
/skills
Pense nesses comandos como controles operacionais. Eles mudam estado, controlam execução, carregam skills ou mostram informações sem precisar transformar tudo em um prompt longo.
/help
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O básico:
/help
Mostra comandos disponíveis. Parece trivial, mas em uma CLI rica é o mapa vivo. Use quando estiver em dúvida antes de decorar comando.
/status
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Mostra estado da sessão:
/status
Útil para confirmar provider, modelo, sessão e contexto.
/model
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Troca modelo dentro da conversa:
/model
Importante: /model troca entre opções já configuradas. Para configurar provider novo, use hermes model fora da sessão.
/personality
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Controla personalidade na sessão:
/personality
Isso conversa com a camada de identidade. Use para ajustar comportamento sem transformar cada prompt em uma carta de instruções.
/tools e /toolsets
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Inspecionam ou ajustam ferramentas:
/tools
/toolsets
São comandos críticos para segurança. Ferramenta demais aumenta risco e dispersão.
/skills
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Lista, instala ou carrega skills:
/skills
/skills search docker
/skills install openai/skills/k8s
Uma skill instalada também pode aparecer como slash command próprio:
/github-pr-workflow revise este PR
/queue: prepare a próxima fala
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O /queue é um dos comandos mais interessantes.
Ele permite colocar a próxima mensagem na fila sem interromper o que o agente está fazendo agora.
Exemplo:
/queue quando terminar, gere um checklist dos arquivos alterados
Use quando:
- o agente está executando uma tarefa;
- você já sabe o próximo passo;
- não quer interromper a execução atual;
- quer encadear trabalho.
Pense nele como “assim que acabar, faça isto”.
/steer: mude a direção no meio da execução
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O /steer injeta orientação durante uma execução em andamento.
Exemplo:
/steer mantenha os testes atuais, não reescreva a suíte inteira
Esse comando é diferente de /queue. A fila espera o turno atual acabar. O steer orienta o trabalho atual, geralmente depois da próxima tool call.
Use quando:
- o agente está indo para uma direção perigosa;
- você quer corrigir escopo;
- quer adicionar restrição sem abortar;
- quer evitar retrabalho.
É como colocar a mão no volante sem desligar o motor.
Busy modes: /busy queue, /busy steer, /busy interrupt
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O Hermes permite definir como a entrada se comporta quando o agente está ocupado.
/busy queue
/busy steer
/busy interrupt
/busy status
Os modos são:
queue: novas mensagens entram na fila;steer: novas mensagens viram orientação mid-run;interrupt: Enter interrompe o agente;status: mostra o modo atual.
Isso muda bastante a ergonomia.
Se você está supervisionando uma tarefa longa, /busy steer pode ser melhor. Se você está empilhando tarefas, /busy queue. Se quer controle manual rígido, /busy interrupt.
/background
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O /background permite rodar outra sessão em paralelo.
/background pesquise alternativas para este bug enquanto eu continuo aqui
Use para tarefas independentes. Não use para duas tarefas que editam os mesmos arquivos sem coordenação, porque o risco de conflito aumenta.
/goal
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O /goal cria um objetivo persistente com auto-continuação.
/goal investigar falha de build e propor correção mínima
É útil quando a tarefa precisa de várias etapas e você quer que o agente continue até concluir ou bater em limite.
/compress
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Compacta contexto:
/compress
Use quando a conversa ficou longa e você quer preservar o essencial. Compactar é uma operação de harness: decide o que continua no contexto e o que vira resumo.
/rollback
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Volta para checkpoint anterior:
/rollback
Em agentes que editam arquivos, rollback não é luxo. É cinto de segurança. Use quando o agente entrou em uma direção ruim e você quer restaurar um ponto anterior.
/curator
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Abre comandos relacionados ao Curator:
/curator
Curator é o sistema que revisa skills, detecta obsolescência, pode arquivar, restaurar e manter a biblioteca procedural saudável.
O que é uma skill, afinal? Link para o cabeçalho
Skill é memória procedural.
Memória comum diz:
Este projeto usa Hugo.
Skill diz:
Quando for publicar um post Hugo neste projeto, siga estes passos, valide estes comandos, cuide destes erros e entregue este relatório.
No Hermes, skills vivem principalmente em:
~/.hermes/skills/
Cada skill tem um SKILL.md com front matter e instruções. Pode ter arquivos auxiliares:
~/.hermes/skills/
devops/
deploy-k8s/
SKILL.md
references/
templates/
scripts/
assets/
Progressive disclosure Link para o cabeçalho
Skills seguem um padrão de carregamento progressivo.
O agente primeiro vê uma lista resumida de skills. Só carrega o conteúdo completo quando precisa. E só abre arquivos auxiliares específicos quando necessário.
Isso economiza tokens e reduz ruído. Uma biblioteca com centenas de skills seria inútil se todas fossem enfiadas no prompt sempre.
Exemplo de SKILL.md Link para o cabeçalho
Um SKILL.md mínimo pode parecer assim:
---
name: revisar-pr-hugo
description: Revisar PR de post Hugo com foco em front matter, referências e build.
version: 1.0.0
metadata:
hermes:
tags: [hugo, blog, review]
category: editorial
requires_toolsets: [terminal]
---
# Revisar PR Hugo
## Quando usar
Use quando o usuário pedir revisão de post ou PR no blog Hugo.
## Procedimento
1. Leia o post e o front matter.
2. Confira slug, draft, tags e referências.
3. Rode validações locais.
4. Liste problemas por severidade.
## Verificação
Confirme `hugo -D --templateMetrics` e `npm run build:dev`.
Isso é uma receita reutilizável.
Skills autogeradas Link para o cabeçalho
O Hermes pode criar skills depois de tarefas complexas bem-sucedidas. A documentação descreve casos como:
- tarefa com várias tool calls;
- erro ou beco sem saída resolvido;
- correção explícita do usuário;
- descoberta de workflow não trivial.
Essa é a tese de autoaprendizado do Hermes: transformar experiência em procedimento.
Mas vale repetir: autoaprendizado sem curadoria vira entulho.
Curator: o faxineiro das skills Link para o cabeçalho
O Curator existe para revisar a biblioteca de skills. Ele pode identificar skills antigas, redundantes, quebradas ou pouco úteis.
Em uma ferramenta que cria skills, isso é essencial. Do contrário, o agente acumula instruções velhas e começa a tropeçar no próprio histórico.
Pense no Curator como manutenção de conhecimento procedural.
Fluxo prático: primeira configuração Link para o cabeçalho
Se acabou de instalar ou está revisando uma máquina nova, não comece pela sessão. Comece pelo diagnóstico.
hermes doctor
hermes setup
hermes auth
hermes model
hermes tools
hermes status
Essa ordem evita uma classe inteira de confusão: modelo errado, provider sem credencial, toolset amplo demais, gateway ligado sem querer ou sessão retomada em perfil incorreto.
Depois disso, vale conferir skills e memória:
hermes skills list
hermes memory status
hermes sessions list
Aqui o Hermes começa a mostrar sua diferença: não é só “qual modelo está ativo?”, mas “qual identidade operacional está pronta para trabalhar?”.
Fluxo prático: trabalhando na TUI Link para o cabeçalho
Depois da configuração básica, abra a TUI:
hermes --tui
Dentro dela, o kit mínimo é:
/help
/status
/model
/tools
/toolsets
/skills
Esse bloco responde às perguntas de operação: onde estou, qual modelo está ativo, quais ferramentas estão disponíveis e quais skills posso carregar.
Quando a execução estiver em andamento, entram os comandos de condução:
/queue
/steer
/busy status
/busy queue
/busy steer
/busy interrupt
O trio mental é simples:
/queueguarda a próxima instrução;/steercorrige a direção do trabalho atual;/busydefine como o Hermes trata novas entradas quando está ocupado.
Para sessões maiores:
/background
/goal
/compress
/rollback
Esse é o ponto principal do artigo: a TUI não é só uma tela bonita. Ela é o lugar onde você pilota o agente enquanto ele executa.
Checklist de comandos Hermes Link para o cabeçalho
Para configuração inicial:
hermes doctor
hermes setup
hermes auth
hermes model
hermes tools
hermes status
Para abrir e retomar sessões:
hermes
hermes --tui
hermes --continue
hermes --resume <session_id>
Para operar dentro da TUI:
/help
/status
/model
/tools
/toolsets
/skills
/queue
/steer
/busy status
Para manutenção:
hermes sessions list
hermes memory status
hermes curator
hermes logs
Para integrações:
hermes gateway setup
hermes mcp list
hermes acp
Conclusão Link para o cabeçalho
A CLI do Hermes é menos “pergunta e resposta” e mais cockpit de agente. Os comandos de configuração preparam provider, modelo, credenciais, memória e ferramentas. A TUI concentra o controle fino: /queue, /steer, /busy, /background, /goal, /compress e /rollback.
Skills completam essa ideia. Elas transformam aprendizado em procedimento. Curator tenta impedir que esse procedimento vire bagunça. Toolsets limitam o que o agente pode tocar. Sessões e memória criam continuidade.
O uso fraco do Hermes é tratá-lo como uma caixinha de pergunta no terminal. O uso forte é configurar um agente persistente, controlar suas ferramentas e conduzir a execução pela TUI. É aí que queue, steer, skills, Curator, memória e sessões deixam de ser nomes de recurso e viram fluxo de trabalho.
No próximo post, vamos tratar da parte que decide se isso é genial ou perigoso: gateway, segurança, Docker, containers e ACP.